ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>XII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>XII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>Resumo:136-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td><b>Oral (Tema Livre)</b><br><table width="100%"><tr><td width="60">136-1</td><td><b>Mario Bellatin e a escrita nômade</b></td></tr><tr><td valign=top>Autores:</td><td><u>Isabel Jasinski </u> (UFPR - Universidade Federal do Paraná) </td></tr></table><p align=justify><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>O nomadismo pode ser considerado um estado originário para a humanidade, referido ao trânsito de uma situação que nunca permanece a mesma. Como forma de apreensão do mundo, ele marca a caminhada do ser humano ao longo da sua existência. Porém, no século XX, a partir das Grandes Guerras, adquiriu-se uma consciência da  mundialidade para além das fronteiras nacionais. Por razões políticas, econômicas, ou simplesmente por aspirações hedonistas e aventureiras, a imigração, o exílio ou a viagem configuraram narrativas dessa experiência. Algumas vezes produto da capacidade de escolha do ser humano, outras não, elas redefinem os conceitos de liberdade, de autonomia e de identidade. Enquanto potencial de compreensão e autocompreensão por meio da busca, essas narrativas despertam o interesse da reflexão literária que pensa sobre as possibilidades da representação ficcional de captar a fluidez da vida e sobre a composição de uma escrita nômade. Os personagens de Mario Bellatin vivenciam tal prática de apreensão e expressão da realidade, que evidencia o diferimento como elemento determinante para a construção de sentido nos seus textos. A escrita nômade não aspira a totalização, não para de se escrever, ela se constitui por meio dessa exploração das potencialidades da expressão, sem considerar-se presa a pressupostos de significação. Ela caracteriza um projeto estético que prioriza o vir-a-ser da palavra literária, o seu aspecto artístico, plástico, livre e lúdico, pura prática do presente. A escrita nômade de Bellatin se configura sobre uma espécie de lapso narrativo que rompe toda continuidade lógica e se efetua na elaboração dos personagens, na relação entre textos e imagens, na fragmentação narrativa.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>